quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

mudanças.

Me sinto diferente daquela menina que vinha aqui quase que diariamente desabafar e se mostrar totalmente forte e preparada pra decepções. A verdade é que não estamos!
Decepções fazem parte da vida, como algo ruim claro, mas como algo necessário. Pois se não as houvessem, como sentiriamos a felicidade? Pois só pelo fogo se prova o ouro e a prata, e igualmente só sentimos a felicidade, se sentimos a tormenta antes.
Fico feliz que o tempo tenha passado e que a Carolina desiludida tenha morrido em mim. A verdade é que o amor é algo mais sublime que você pode dar, e em troca receber. Decepções fazem parte sim, mas não amar por medo de sofrer é se acorvadar!
Por isso, aprendi que devemos amar. Amar com todas as nossas forças, dando o melhor de nós, para ser eterno enquanto dure, porque nada dura eternamente.
Saber aproveitar cada momento é ser inteligente. Não se preocupe com o fim.
Muitas vezes ficamos tão preocupados com o depois, e deixamos de aproveitar o agora. Pra que viver o depois que nem sabemos se existirá?
Então aproveite! Aproveite cada momento da sua vida. Faça sua felicidade, escreva sua história. E seja muito, muito mais feliz :D

A partir de hoje, postarei sempre no meu tumblr: http://carolwass.tumblr.com , mas nunca esquecerei esse blog, ele é um pedaço de mim.

Obrigada a todos que seguem/visitam, e visitem meu Tumblr. Beijos.

sábado, 15 de janeiro de 2011











Ando na chuva, sinto o vento na minha face.
Esse mesmo vento leva os meus medos, os meus receios, aquela tristeza que existia em mim.
Esse vento trás vontade de viver, trás alegria, e todos os sentimentos bons.
E, sem perceber, sorrio. Um sorriso sincero, puro. Um sorriso que há muito, não via em mim!

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

strip-tease.


Chegou no apartamento dele por volta das seis da tarde e sentia um nervosismo fora do comum. Antes de entrar, pensou mais uma vez no que estava por fazer. Seria sua primeira vez. Já havia roído as unhas de ambas as mãos. Não podia mais voltar atrás. Tocou a campainha e ele, ansioso do outro lado da porta, não levou mais do que dois segundos para atender.
Ele perguntou se ela queria beber alguma coisa, ela não quis. Ele perguntou se ela queria sentar, ela recusou. Ele perguntou o que poderia fazer por ela. A resposta: sem preliminares. Quero que você me escute, simplesmente.
Então ela começou a se despir como nunca havia feito antes.
Primeiro tirou a máscara: "Eu tenho feito de conta que você não me interessa muito, mas não é verdade. Você é a pessoa mais especial que já conheci. Não por ser bonito ou por pensar como eu sobre tantas coisas, mas por algo maior e mais profundo do que aparência e afinidade. Ser correspondida é o que menos me importa no momento: preciso dizer o que sinto".
Então ela desfez-se da arrogância: "Nem sei com que pernas cheguei até sua casa, achei que não teria coragem. Mas agora que estou aqui, preciso que você saiba que cada música que toca é com você que ouço, cada palavra que leio é com você que reparto, cada deslumbramento que tenho é com você que sinto. Você está entranhado no que sou, virou parte da minha história."
Era o pudor sendo desabotoado: "Eu beijo espelhos, abraço almofadas, faço carinho em mim mesma tendo você no pensamento, e mesmo quando as coisas que faço são menos importantes, como ler uma revista ou lavar uma meia, é em sua companhia que estou".
Retirava o medo: "Eu não sou melhor ou pior do que ninguém, sou apenas alguém que está aprendendo a lidar com o amor, sinto que ele existe, sinto que é forte e sinto que é aquilo que todos procuram. Encontrei".
Por fim, a última peça caía, deixando-a nua
"Eu gostaria de viver com você, mas não foi por isso que vim. A intenção é unicamente deixá-lo saber que é amado e deixá-lo pensar a respeito, que amor não é coisa que se retribua de imediato, apenas para ser gentil. Se um dia eu for amada do mesmo modo por você, me avise que eu volto, e a gente recomeça de onde parou, paramos aqui".

E saiu do apartamento sentindo-se mais mulher do que nunca.


Martha Medeiros.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

cética.


Não acredito em promessas, chocolates ou flores. Não confio meus segredos a ninguém. Não acredito em pessoas idiotas e estúpidas que mentem mal. Não acredito na verdade, ás vezes.
Desconfio de tudo. De pessoas boas demais, de pessoas controladas demais, de pessoas calmas demais, de pessoas de sorriso fácil, de pessoas felizes a todo custo.
Desconfio até de mim mesma, de vez em quando.
Não acredito em homens de palavras bonitas, de frases feitas, que se acham doutores na arte da conquista.
Enfim, sou descrente.
Da vida, das pessoas, do mundo.
Alguns julgam isso uma atitude de gente desiludida. Mas eu nunca fui de me importar muitos com o que as pessoas pensam...

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

escrever. ♥


Nem tudo o que eu sinto, eu escrevo. Nem tudo que escrevo, eu realmente sinto. Eu simplesmente escrevo.
Como terapia, como fuga, como prazer, como libertação. Eu preciso escrever!
Talvez eu nem escreva, mas as palavras saiam de mim, e se ordenam na minha frente de forma mágica. Sem esforço ou algo que o valha.
As palavras são pra mim instrumentos, com as quais eu toco o céu, crio a minha realidade, invento meu final.
As palavras pra mim são necessárias, em qualquer momento, com qualquer emoção, ou até sem emoção nenhuma. Elas simplesmente são vitais.
E se eu escrevo, é porque eu sempre tenho algo a dizer, seja isso importante ou não.
Quando eu escrevo, posso criar meu mundo, reinventar os fatos, e até cria-los.
Eu posso ser eu mesma, sem mascaras ou disfarces, posso expressar o que realmente penso ou sinto. Posso me esconder atrás das minhas palavras e dar à elas a forma que eu quiser.

Porque, só nas palavras, eu encontro minha liberdade!

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

terça-feira, 23 de novembro de 2010

o que seria amor?


Quem conseguir uma definição pra isso merece o premio Nobel, porque palavra nenhuma explica, e algumas pessoas vivem anos e anos pra sentir verdadeiramente esse sentimento.
É inexplicavelmente especial, sendo marcado por guinadas de sofrimentos e choros, e anestesiado pela presença da pessoa amada.
Quando você escolhe amar uma pessoa, ou simplesmente não escolhe, você sem perceber está dando sua vida a ela, porque só ela que é seu ar, seu chão, sua alegria. Ela é capaz de mudar todo seu dia, todo o seu humor. É capaz de arrancar-lhe o sorriso mais sincero, com o coração ardendo.
Você é capaz de fazer a maior loucura pra ouvir um simples “eu te amo”, ou é capaz de virar noites e mais noites pensando nele, sem nem perceber.
É capaz de dar sua vida, se doar, se anular.
Isso sim é amor.
E você fica todo derretido ao ver um filme romântico, e imaginando você e ele lá, no beijo dos créditos, e pensa: é! Esse casal passou tanta coisa pra ficar junto, a gente vai com certeza ter um final feliz.
Basta ouvir uma música romântica para imaginá-lo cantando pra você, com um ramalhete de flores na mão.
Ate que a vida é muito justa com você, e ele te pede em namoro. Olhando nos seus olhos, ele confessa seus sentimentos mais sinceros, e arremata com um: minha vida é você agora!
Te dá o beijo que você sempre quis, que você sempre esperou, até que a manhã insiste em interromper sua realidade mais esperada, e você descobre que tudo aquilo não passou de um sonho. De novo.
Depois de tantos sinais, você passa a desacreditar da felicidade, e começa a sussurrar coisas que ele nunca escutara: vem me fazer feliz!, Eu te quero tanto!, Me tira dessa solidão!, Não agüento mais ficar sem você!.
Até que você percebe que quanto mais você espera, mais você se afunda em você mesma, e continua idolatrando o idiota que sempre te fez sofrer.
Você perde o total contato com ele, e nesse meio tempo o esquece.
Se vê no espelho e não vê mais aquela garota. Suas pernas engrossaram, seus seios cresceram, e essas mudanças são aparentes. Passa a defender a teoria de que o amor é pra idiotas, e decide não se importar muito com isso.
Até que passa um tempo, e você percebe que novamente, toda vez que saí é esperando que ele a veja, que veja a mulher em que se transformou, e aí então: será a minha vez de te rejeitar, seu estúpido! – ela diz em frente ao espelho, tentando convence-la do que ela tinha certeza que nunca aconteceria.
Tava na cara que tudo que ela queria era uma chance para prová-lo que a garota insegura não existia mais.
Mas esse dia não chegava, e espera-lo cansou ela de verdade, e resolveu simplesmente não quere-lo.
Ao vê-la totalmente mulher e desinteressada, ele passou a querê-la loucamente. Mas já era tarde demais. Ela havia decidido nunca mais amar.