sábado, 23 de outubro de 2010

antisocial.



Não gosto de micaretas, não gosto de aglomerações. Odeio falsidade, gente que não sabe mentir, gente burra, gente que se faz de sonsa.
Não suporto sentimentalismo, falso moralismo, amizades falsas ou por convivencia.
Odeio 'eu te amo' na primeira conversa, melancolia e fazer social.
Odeio pessoas de sorriso fácil, pessoas que fingem ser o que não são, gente que vive de aparência.
Até um tempo atrás, imaginei que fosse crítica. Hoje eu vejo que sou antisocial mesmo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

meu eu.


Muitas vezes renunciei a mim mesma, aos meus gostos, meu jeito, minhas manias, meus costumes pra agradar. Isso era tão natural, que se tornou quase imperceptível. E, opa!, de repente me vi perdida no meio de tantas Carol's, que me senti tonta. E decidi: vou ser eu mesma!
Assim poderia ter sido, e eu ter vivido feliz para sempre.
Mas pra assim ser, dependeria de muito esforço, visto que eu nem sabia quem eu era mais. Só sabia do que eu não gostava.
Teria muito trabalho para me descobrir de novo, com todo o esforço que isso me exigiria, e por preguiça, deixei pra amanhã. E pra amanhã. E pra amanhã de novo.
Até que percebi que não adiava esse encontro por simples preguiça, e sim por medo. Por medo de me encontrar. Sem mascaras, disfarces, ou algo que o valha.
Hoje posso dizer que me encontrei. Mas quase não me reconheci.
Aquela criança não existia mais. Aquela que podia correr para o colo dos pais sempre que sentia medo, aquela que tinha medo de dormir sozinha. Não! Encontrei uma adolescente confusa, indecisa, frágil.
E mais do que isso, descobri que não sou o que era. Sou o que me tornei. O que o mundo me tornou!