terça-feira, 23 de novembro de 2010

o que seria amor?


Quem conseguir uma definição pra isso merece o premio Nobel, porque palavra nenhuma explica, e algumas pessoas vivem anos e anos pra sentir verdadeiramente esse sentimento.
É inexplicavelmente especial, sendo marcado por guinadas de sofrimentos e choros, e anestesiado pela presença da pessoa amada.
Quando você escolhe amar uma pessoa, ou simplesmente não escolhe, você sem perceber está dando sua vida a ela, porque só ela que é seu ar, seu chão, sua alegria. Ela é capaz de mudar todo seu dia, todo o seu humor. É capaz de arrancar-lhe o sorriso mais sincero, com o coração ardendo.
Você é capaz de fazer a maior loucura pra ouvir um simples “eu te amo”, ou é capaz de virar noites e mais noites pensando nele, sem nem perceber.
É capaz de dar sua vida, se doar, se anular.
Isso sim é amor.
E você fica todo derretido ao ver um filme romântico, e imaginando você e ele lá, no beijo dos créditos, e pensa: é! Esse casal passou tanta coisa pra ficar junto, a gente vai com certeza ter um final feliz.
Basta ouvir uma música romântica para imaginá-lo cantando pra você, com um ramalhete de flores na mão.
Ate que a vida é muito justa com você, e ele te pede em namoro. Olhando nos seus olhos, ele confessa seus sentimentos mais sinceros, e arremata com um: minha vida é você agora!
Te dá o beijo que você sempre quis, que você sempre esperou, até que a manhã insiste em interromper sua realidade mais esperada, e você descobre que tudo aquilo não passou de um sonho. De novo.
Depois de tantos sinais, você passa a desacreditar da felicidade, e começa a sussurrar coisas que ele nunca escutara: vem me fazer feliz!, Eu te quero tanto!, Me tira dessa solidão!, Não agüento mais ficar sem você!.
Até que você percebe que quanto mais você espera, mais você se afunda em você mesma, e continua idolatrando o idiota que sempre te fez sofrer.
Você perde o total contato com ele, e nesse meio tempo o esquece.
Se vê no espelho e não vê mais aquela garota. Suas pernas engrossaram, seus seios cresceram, e essas mudanças são aparentes. Passa a defender a teoria de que o amor é pra idiotas, e decide não se importar muito com isso.
Até que passa um tempo, e você percebe que novamente, toda vez que saí é esperando que ele a veja, que veja a mulher em que se transformou, e aí então: será a minha vez de te rejeitar, seu estúpido! – ela diz em frente ao espelho, tentando convence-la do que ela tinha certeza que nunca aconteceria.
Tava na cara que tudo que ela queria era uma chance para prová-lo que a garota insegura não existia mais.
Mas esse dia não chegava, e espera-lo cansou ela de verdade, e resolveu simplesmente não quere-lo.
Ao vê-la totalmente mulher e desinteressada, ele passou a querê-la loucamente. Mas já era tarde demais. Ela havia decidido nunca mais amar.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Flores não me encantam...


Hoje vou falar de sentimentos. Vemos sempre em novelas, nas historias de contos de fadas e até mesmo no nosso dia-a-dia, casais apaixonados, demonstrando carinho e paixão um pelo outro.
Os meninos mandam flores, chocolates e ursinhos de pelucia. Já as meninas escrevem cartas declarando todo o seu amor pelo amado, como se ele fosse a unica pessoa do mundo.
Na realidade, esses comportamentos não me emocionam nem um pouco.
Sei que isso parece papo de gente que ja viveu ou viveu desilusões amorosas. Mais de fato, é o que penso e o que sinto, se é que existe algum sentimento.
Prefiro fazer declarações de amor aos meus pais, dar presentes maravilhosos e dizer que os amo todos os dias, pois sei que não vai ser algo em vão, e o mais importante, o amor vai ser eterno.
Muitas pessoas me acham durona, arrogante e bruta quando o assunto é sentimentalismo, mas de verdade, eu nunca me preocupei em agradar ninguem. Falo o que penso, e muitas vezes acabo decepcionando alguem.
Não demonstro o que sinto e muito menos me envolvo com idiotas que se acham doutores na arte da conquista.
Não gosto de ver meninas apaixonadas, pois logo penso: "Coitada, mais uma iludida!" E dias ou meses depois lá estão elas, chorando por causa do ex que a trocou por uma amiga. Mas é claro, sempre há aquelas raríssimas excessões.
Pode ser que um dia eu perca a razão e encontre alguem que pense como eu, que me prove o contrario sobre as minhas teorias sobre o amor.
Mais enquanto esse alguem não aparece, eu continuo achando graça dos casais iludidos, escutando " e foram felizes para sempre ", dos contos de fadas e achando que isso tudo é coisa de novela.


CRÉDITOS: Fernanda Stein Colodetti.

sábado, 6 de novembro de 2010


Fomos criados para acreditar em finais felizes e príncipes encantados em cavalos brancos. Nunca nos disseram que amar é sinônimo de sofrer, e que buscar a perfeição só nos leva ao fim do poço.
Talvez se fossemos criados com menos utopia e mais realidade, sofreríamos menos ao nos deparar com um mundo sem amor.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Há algum tempo atrás...


Eu era ingênua, inocente e simples. Meu mundo se resumia a uma casa de bonecas. Projetava sobre elas o meu futuro.
Ao crescer seria como elas: linda, rica e bem-resolvida.
Viveria só por pouco tempo, até que o visse em uma lanchonete, e eu me apaixonasse perdidamente por ele. Claro que ele também, e formaríamos o casal mais lindo de todos.
Viajaríamos pra Europa, e lá no topo da Torre Eiffel, ou em um barco em Veneza, em um finzinho de tarde, ele olharia nos meus olhos e diria:
- Quer casar comigo?
Claro que eu aceitaria e o encheria de beijos.
Pouco tempo depois, teríamos o casamento perfeito, e passaríamos a lua-de-mel nas ilhas paradisíacas do Caribe.
Teríamos uma filha, e constituiríamos uma família perfeita.
Até que nos tornaríamos velhinhos, e continuaríamos com aquele amor lindo. E assim seríamos felizes para sempre.
Talvez esse seja o maior erro das adolescentes: projetar amores perfeitos.
Passamos muito tempo imaginando o encontro com o nosso príncipe encantado, e esquecemos que a realidade é bem diferente disso tudo.
Tudo seria mais fácil, e menos doloroso, se aceitássemos a inexistência de perfeição do mundo. E mais do que isso: se aceitássemos as coisas como elas são...